Gustavo D’Ippolito é Mestre em Música pela Universidade Privada de Música e Arte de Viena, onde residiu por 17 anos e desenvolveu sua formação e carreira profissional junto a algumas das mais prestigiadas orquestras do mundo.
Foi membro da Orquestra de Câmara de Viena e da Volksoper Wien, uma das mais versáteis instituições musicais europeias, com intensa atividade em óperas, operetas, musicais e programas sinfônicos. Integrou a Orquestra Sinfônica de Viena em caráter temporário e participou regularmente, por mais de uma década, como músico convidado em produções da Ópera Estatal de Viena e da Orquestra Filarmônica de Viena.
Ao longo de sua carreira internacional, trabalhou sob a direção de diversos dos mais renomados maestros das últimas décadas, entre eles Daniel Barenboim, Riccardo Muti, Zubin Mehta, Mariss Jansons, Sir Simon Rattle, Kirill Petrenko, Christian Thielemann e Valery Gergiev.
Participou de inúmeras turnês internacionais e apresentou-se em algumas das principais salas de concerto do mundo, incluindo a Musikverein, em Viena, a Carnegie Hall, em Nova York, o Concertgebouw, em Amsterdã, a Philharmonie Berlin e a Suntory Hall, em Tóquio.
Paralelamente, desenvolveu vários projetos de música de câmara ao lado de músicos da Filarmônica de Viena e da Volksoper Wien participando de diferentes formações, também como arranjador.
Dedicou-se à performance historicamente informada, em instrumentos de época, executando o repertório de música sacra nas principais igrejas de Viena e colaborando com o Concilium Musicum Wien e a Wiener Akademie.
Participou de gravações de CDs e DVDs com a Orquestra Filarmônica de Viena, a Orquestra Sinfônica de Viena e a Orquestra de Câmara de Viena, entre outras, além de projetos no campo da música contemporânea com o Ensemble Modern, de Frankfurt, e a Orquestra da Rádio de Viena.
Sua trajetória inclui colaborações em concertos sinfônicos de grandes nomes da música popular brasileira, entre eles Gal Costa, Dominguinhos, Marisa Monte, Maria Gadú, Naná Vasconcelos e Frejat, tocando tanto o contrabaixo quanto o baixo elétrico.
Iniciou sua atuação na área da educação musical em 2016 com a criação do SeConDe – Seminários para Contrabaixistas em Desenvolvimento. Foi convidado a ministrar masterclasses em instituições como UNESP, UNIRIO e UFPR, além de participar do corpo docente de importantes festivais, entre eles o Festival de Inverno de Campos do Jordão, o Festival Internacional Música na Serra, o Festival Sesc Paraíba de Música e o Festival de Cuerdas del Sodre, em Montevidéu. Para o Conservatório de Tatuí, idealizou e realizou a série de videoaulas “Universo Contrabaixo”.
Atualmente é professor no FEMUSC – Festival de Música de Santa Catarina e da Academia Jovens Músicos.
Desde seu retorno ao Brasil, em 2023, tem direcionado sua experiência internacional à atividade artística, à educação musical de jovens músicos em nível avançado e à difusão da música de concerto por meio de projetos culturais. É Monitor da Orquestra Experimental de Repertório, corpo estável do Theatro Municipal de São Paulo e, em 2025, criou o projeto “Que Som é Esse?”, iniciativa dedicada à formação de público, cuja estreia no Sesc Piracicaba marcou também sua estreia na regência.